9 Segredos para Controlar a Gestão Financeira do seu Negócio

Segredos para Controlar a Gestão Financeira do seu Negócio

Manter impecável a gestão financeira de uma empresa não é uma tarefa fácil. Exige-se disciplina, organização e muita atenção. No entanto, como muitos empresários ainda não possuem funcionários suficientes para gerir o negócio, eles participam um pouco de todas as áreas da empresa, o que pode prejudicá-los bastante.

Afinal, além de tudo o que o trabalho em excesso provoca, eles não conseguem controlar tudo ao mesmo tempo. Para fazer uma boa gestão financeira é necessário pôr em prática alguns segredos, os quais auxiliam na organização e na direção das finanças.

Confira abaixo 9 segredos para te ajudar a melhor a gestão financeira do seu negócio:

1. Separe as suas despesas pessoais das despesas da empresa

Esse é um erro cometido até por empreendedores que estão há anos no mercado. Separar as despesas pessoais das empresariais é algo que deve ser feito desde o início do negócio. Então, se você ainda não o fez, comece agora.

Isso é importante porque, com o passar do tempo, a confusão entre as despesas pode prejudicar a saúde financeira da empresa e esconder o lucro. Isso acaba tornando o processo de investimento em novos projetos ou mercadorias ainda mais difícil.

Para evitar esse tipo de problema, além de outras confusões que podem ocorrer, o ideal é que você crie uma conta bancária em nome da empresa. Assim você esquiva-se do costume de confundir as contas. Com essa separação será possível analisar qual é o lucro real do seu negócio.

2. Crie um pró-labore

Após separar as suas despesas e as da empresa, agora é hora de definir um pró-labore para você. Isso é essencial para manter a organização e determinar qual é a lucratividade da empresa. Esse valor precisa ser fixo, como os salários dos demais funcionários. Caso contrário você vai prejudicar ainda mais a gestão financeira.

Ignorar a definição do pró-labore e realizar retiradas de forma esporádica — ou somente “quando dá” — gera uma grande bagunça na contabilidade. Especialmente quando você precisa determinar se o seu negócio tem sido rentável ou não.

3. Identifique e controle todas as despesas

Para ter uma gestão financeira eficiente é necessário identificar todas as despesas da empresa. Relacione quais são suas despesas fixas e variáveis, dê atenção aos prazos de vencimento e evite atrasos — principalmente em relação a empréstimos bancários, pois as taxas de juros são altíssimas e, se acumuladas, podem se tornar uma “bola de neve”.

O controle se faz necessário para você saber se os valores gastos na empresa estão dentro da normalidade. Caso contrário, você conseguirá identificar facilmente onde está o excesso e criar meios para solucionar o problema.

4. Faça a conciliação das vendas pelo cartão de crédito ou débito

Isso é muito importante, mas nem toda empresa faz. Conciliação do cartão significa que você precisa conciliar todas as vendas realizadas no cartão de crédito ou débito com o controle de vendas da sua empresa.

Esse procedimento é essencial para evitar confusões no controle de recebíveis que você precisou antecipar ou equívocos em relação às cobranças de taxas das diferentes bandeiras de cartões e com vendas efetuadas pelo cartão que não foram registradas no seu controle.

5. Controle o fluxo de caixa diariamente

Realizar um acompanhamento diário do seu fluxo de caixa é indispensável. Ao final do expediente, você precisa analisar tudo o que você recebeu e tudo o que você pagou ou comprou. Essa é uma das melhores maneiras de controlar a gestão financeira do seu negócio.

Com esse controle você pode otimizar os ganhos da sua empresa criando estratégias para diminuir os gastos e aumentar os seus lucros. Além disso, as chances de erros diminuem a cada dia, pois ao realizar o fechamento do seu caixa você conseguirá identificar possíveis erros que podem afetar a sua empresa futuramente.

Confira também: 10 práticas de controle financeiro para o varejo.

6. Elimine os gastos desnecessários

Nesse momento você precisa analisar tudo o que pode ser cortado das despesas da empresa. Caso eles não possam ser eliminados definitivamente, tente, ao menos, diminuí-los. Verifique tudo aquilo que não possui tanta utilidade, depois sente-se com os seus colaboradores e faça com que eles também indiquem os gastos que podem ser suprimidos.

Apure se aqueles itens que são essenciais podem ser substituídos por outros de valor menor. Com pequenas atitudes você conseguirá diminuir seus gastos e aplicar esse dinheiro em algo mais relevante para o negócio.

7. Reserve um valor para resolver imprevistos

Imprevistos acontecem e você deve levá-los em consideração. Em meio à crise econômica, um dinheiro reservado pode te salvar de situações de riscos. Não há como prever se um computador vai parar de funcionar, se alguma lâmpada do estabelecimento vai precisar de reparos ou, na pior das hipóteses, se um assalto vai acontecer.

O importante é você não esteja à mercê de incidentes que prejudiquem o seu negócio. Por isso, crie uma reserva e não mexa nela a menos que seja necessário.

8. Renegocie suas dívidas

Se, porventura, a sua empresa ainda possui algumas dívidas, não deixe que elas se acumulem e procure o seu credor o mais rápido possível. Apresente propostas de pagamento, converse e procure a melhor solução para o seu problema.

Estabeleça prioridades e evite adquirir novas dívidas — como um empréstimo, por exemplo. Antes de assinar qualquer contrato com fornecedores, bancos ou alguma empresa prestadora de serviços, analise bem suas taxas, prazos e condições de pagamento.

9. Adquira um software de gestão

Realizar o controle da gestão financeira manualmente não é uma boa ideia. Você fica sujeito a erros e a análise das finanças se torna muito complexa — além de gerar falhas na exatidão dos dados.

Com um software de gestão você facilita o seu trabalho, pois ele pode emitir NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), controlar seu estoque e separar as contas a pagar e a receber. Ademais, ele também fornece relatórios precisos, facilitando bastante a sua gestão.

A gestão financeira é a base da empresa e, se ela não estiver adequada, todos os outros setores vão ser afetados. Por isso, é importante que você siga todas as nossas dicas para proporcionar à sua empresa uma gestão financeira de qualidade, livre de erros e prejuízos.

Gostou das dicas? Quer saber mais sobre gestão financeira? 

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Por que tantas empresas quebram?

por que as empresas quebram

Vamos falar sobre os principais motivos que levam uma empresa a fechar. Infelizmente esta é uma triste realidade que se repete, por motivos sempre muito parecidos: gastar mais do que realmente pode, dificuldade de controlar as contas, não ter noção clara do que é despesa pessoal e do que é despesa da empresa.

Não é à toa que, segundo IBGE metade das empresas fecharam as portas após três anos de funcionamento devido a falta de gestão das finanças.

Em outra pesquisa realizada pelo Sebrae-SP fala que os principais motivos de fechamento das empresas são:

39% não sabiam o capital de giro necessário para abrir o negócio;

38% não pesquisaram para saber o número de concorrentes que teriam;

55% não buscou elaborar plano de negócio;

46% não pesquisaram sobre o número de clientes que teriam ou hábitos de consumo destes;

42% não calculou quanto necessitava vender para cobrir os custos, a fim de gerar ao final, o esperado lucro.

O que surpreende nesta pesquisa é que 68% dos empresários já tinham experiências no ramo de negócio, e isso não garante que seu negócio dê certo. É preciso assumir riscos e se colocar à frente de possíveis dificuldades, planejando e acompanhando de perto o que ocorre a cada momento. 

Administrar uma empresa não é nada fácil, e é preciso que o administrador possua uma série de habilidades e conhecimentos, para buscar a melhor maneira de desenvolver um bom trabalho. Listei 4 dicas que considero úteis e bem eficazes.

Mãos à obra

Administrar também é conhecer todos os passos ao longo do processo de sua empresa, não somente ver os resultado final em papéis, mas por a mão na massa, acompanhar a produção, os setores, todos bem de perto, e entender o todo do negócio.

Seja cauteloso

Independente do tamanho, toda a empresa possui movimentação de dinheiro, o que demanda um controle mais próximo dos gastos e custos, a fim de também buscar a redução dos mesmos se necessário. Por isso uma boa gestão financeira trará excelentes resultados. 

Planeje

Trace planos e estratégias a fim de alcançar objetivos, é necessário saber para onde se deseja ir e focar no caminho certo. Como diz um ditado: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. 

Defina metas

É muito importante que a empresa defina metas, e estas sejam claras e visíveis para todos, definindo responsáveis e prazos das tarefas primordiais para que as metas serem de fato atingidas.

Faça uma gestão financeira

Este item continua me preocupando. Em muitas consultorias e cursos que realizo com diversos empresários faço a seguinte pergunta: “Quem sabe o percentual de lucro do mês passado?”. Fico pasmo em saber que grande maioria, se não dizer todos em algumas turmas, não sabem o percentual de lucro da sua empresa. Não sabe se está indo bem ou mal. Por este motivo deve-se realizar uma gestão financeiro de qualidade e não simplesmente pagar e receber em analisar nada. 

Espero que essas dicas ajudem. 

Um grande abraço.

Margem de Contribuição – Como ter resultados confiáveis em sua empresa

Margem de contribuição é valor que sobra para a sua empresa após a venda de um produto para o pagamento dos custos fixos da empresa. Ou seja, é um indicador diretamente ligado ao retorno financeiro de sua empresa e não deve ser descartado.

Embora importante e de conceituação simples, muitos empreendedores não sabem como calcular a margem de contribuição, o que acaba trazendo diversos problemas. Isso porque o indicador serve como base para a precificação e também para entender se a empresa está obtendo lucro ou prejuízo.

A margem de contribuição é um importante fator que deve ser levado em conta na hora de calcular o preço de venda de um produto ou serviço. Mas como fazer o cálculo da margem de contribuição e utilizá-lo no dia-a-dia? É o que vamos descobrir neste texto. Acompanhe:

A importância da Margem de Contribuição

Para demonstrar a importância da margem de contribuição, vamos pegar como exemplo a empresa da Maria. Maria possui uma pequena fábrica de tecidos no interior do Rio Grande do Sul. A sua empresa compra a matéria-prima, industrializa e vende o produto pronto.

Mas, certo dia, o preço da matéria-prima aumentou. Ela porém, não repassou este valor ao seus clientes por acreditar que isso impactaria negativamente nas vendas. No mês, ela teve um acréscimo de vendas, porém, começou a ter prejuízos e uma quebra em seu fluxo de caixa. Porque isso?

A resposta é simples. Maria não levou em conta que o valor obtido pela venda dos tecidos não era suficiente para o pagamento dos custos e despesas fixas do mês. Ou seja, não calculou a margem de contribuição.

Além de determinar qual a lucratividade que cada tipo de produto terá para sua empresa, o cálculo de contribuição tem outras vantagens. Por exemplo, você pode tomar decisões importantes como aumentar o preço, cortar custos, buscar produzir mais determinado produto que tem margem maior, oferecer (ou cortar) descontos, criar promoções, entre outras ações.

Confira também: eBook Como calcular o preço de venda

Como calcular a Margem de Contribuição?

O primeiro passo para calcularmos a margem de contribuição é conhecermos quais são os custos variáveis envolvidos para que cada produto seja produzido (ou adquirido, no caso do comércio) e cada venda seja realizada. Aqui podemos contabilizar o preço da matéria-prima, embalagem, frete, impostos, comissões entre outros.

Para calcular a margem de contribuição, basta diminuirmos o valor total obtido pelas vendas e os custos variáveis. Assim, a fórmula é:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – Custos Variáveis

Fácil? Vamos a um exemplo prático para facilitar ainda mais o entendimento. Por isso vamos voltar ao caso da Maria. Vamos supor que para cada metro de tecido ela utilize 10 metros de linha.

  • Preço de venda do metro do tecido – R$ 20
  • Foi feito um pedido de 50 metros
  • O do metro de linha é R$ 1,50
  • O imposto de comercialização é de 5%
  • A comissão do vendedor é de 3%

Dessa forma, vamos para o cálculo:

Receita 50m x R$ 20,00 = R$ 1.000,00

Custos de matéria prima = 50m x 10m x R$ 1,50 = R$ 750,00

Custos com impostos = R$ 1.000,00 x 5% = R$ 50,00

Custos de comissão = R$ 1.000,00 x 3% = R$ 30,00

Custos Variáveis de venda = 50,00 + R$ 30,00 = R$ 80,00

Margem de Contribuição = R$ 1.000 – (R$ 750,00 + R$ 80,00) = R$1.000 – R$ 830 = R$ 170

Ou seja, deste pedido Maria teve como resultado uma margem de contribuição de R$170,00.

Margem de contribuição não é lucro

Este valor não representa o quanto de lucro a empresa teve, mas sim o quanto sobrou para o pagamento da despesa fixa, como salários, aluguel, contas de luz, etc.. Ou seja, o cálculo de contribuição é uma forma de conhecermos o volume de venda necessário para cobrir todas as nossas despesas e obtermos o lucro desejado, o famoso ponto de equilíbrio.

Margem de contribuição e Ponto de equilíbrio

Conhecendo a margem de contribuição de cada produto vendido, podemos calcular o Ponto de Equilíbrio de nossa empresa. Ou seja, quantas unidades precisamos comercializar para cobrir os nossos custos fixos.

A partir que esta “meta de vendas” é batida, qualquer nova comercialização representa lucro para sua empresa. Para calcular o ponto de equilíbrio, basta dividir o custo fixo e a margem de contribuição.

 Ponto de equilíbrio = Custo Fixo/ Contribuição Unitária

Espero que tenha te auxiliado a entender um pouco sobre o que é e como calcular a margem de contribuição. Alguma dúvida? Deixe um comentário abaixo.