2 Dicas para Reduzir o Custo de Produto

Dicas para Reduzir o Custo de Produto

Sempre me pedem é sobre custo de produto. Tenho duas dicas fundamentais para que você tenha cuidado e preste atenção.

1) Preço de compra é diferente de custo do produto

Uma coisa é o preço que está na nota fiscal quando você adquire um produto, outra coisa é saber o que tem de custo envolvido dentro deste preço de compra, o que formaria o custo total do produto. Vamos a um exemplo: eu compro uma caneca a R$10,00 esse é preço que meu fornecedor me fez, agora junto com isso eu tenho que pagar frete, diferencial de alíquota (se comprar de outro estado), etc. Então esse cuidado que temos que ter, pois isso pode diferenciar muito de uma compra ou outra e o mais importante é sempre converse com seu contador para saber e entender esses custos “escondidos” que possam ter.

2) Gestão financeira

Algumas empresas não entendem o motivo de seu concorrente conseguir fazer um preço muito melhor sabendo que compram do mesmo fornecedor. E a resposta para isso é: um tem melhor gestão financeira. Isso mesmo. Quando você tem uma excelente gestão financeira você conhece seus custos e despesas melhor que ninguém e consegue manter uma estrutura da empres enxuta o que faz ter menos gastos que outras empresas. Assim, consegue oferecer produtos com preços mais atrativos, uma vez que não tem tantas despesas no final do mês para pagar.

Como aumentar seu ticket médio

ticket médio

Ticket médio nada mais é do que o valor médio gasto por cada cliente em sua empresa. 

Temos que fazer com que cada cliente no momento que faz uma compra conosco compre o máximo de coisas possíveis para aumentar esse valor. Pois é muito mais interessante 2 clientes comprando 50 reais cada um do que 10 comprando 10 reais, essa é a ideia.

O ticket médio é calculado a partir da soma de todas as vendas realizadas, em um determinado período, dividido pelo número de clientes que compraram nesse intervalo.

Suponha que uma loja tenha realizado 10 vendas em um dia, com os seguintes valores: R$ 200, R$ 300, R$ 150, R$ 75, R$ 33, R$ 55, R$ 500, R$ 90, R$ 100 e R$ 80.

Logo, o faturamento total foi de R$ 1.583. Dividido pelas 10 vendas temos o ticket médio de R$ 158,30.

Agora que já sabe como calcular, vamos para 9 dias de como você pode aumentar o ticket médio da sua empresa. Espero que ajude.

1- Ofereça produtos ou serviços complementares

A ideia aqui é que você faça uma análise das suas vendas e entenda os hábitos de compra dos clientes. Entenda exatamente o que seu cliente gosta na sua loja. Quando ele realiza alguma compra de um produto o que mais ele compra junto. Verifique o que mais é oferecido no fechamento do negócio. Por exemplo, quem compra um celular já oferece na venda uma capinha de celular junto com um fone de ouvido etc. Isso faz com que o cliente compre mais e deixa mais satisfeito com o serviço completo.  Outra dica é montar combos ou kits fazendo com que o cliente compre o combo por ser mais vantagem mas aumenta o seu ticket.

2- Mantenha contato

É muito mais custoso vender para novos clientes do que vender para já clientes. Por este motivo, faça um trabalho com a base de clientes atuais. Entre em contato com frequência por e-mail, telefone, WhatsApp, etc. Mostre as novidades que você tem, envie dicas e cases de outros clientes.

3- Incentive a indicação

Faça planos para seus clientes trazerem seus amigos para comprar e ofereça cupons de desconto ela indicação. Assim eles ficam contentes por ganharem desconto nas próximas compras e você ganha um cliente novo.

4 – Frete grátis

Oferecer frete grátis é excelente para incentivar o seu cliente a gastar um pouco a mais para garantir o frete grátis. Desta forma o cliente pensa se vale a pena ele pagar o frete ou incluir mais um ou dois produtos para ganhar o frete grátis.

5 – Cartões presente 

Cartão presente fidelizam o cliente e ainda incentivam a gastar mais. Defina a cada valor gasto o cliente ganha um cartão presente de determinado valor, desta forma incentiva ele comprar mais alguma coisa para utilizar esse cartão presente.

6 – Descontos por quantidade

Esse é o famoso pague por 4 e ganhe 5. Incentiva o cliente a comprar um quantidade um pouco maior para garantir um ou dois de brinde. Assim ele gasta um pouco mais com você.

7 – Mais produtos

Oferecer uma gama maior de produtos é muito legal para fazer o cliente comprar mais. Por exemplo: se você vende cadernos por que não vender também canetas, estojos, etc? Assim faz o cliente adquirir mais produtos. Analise que outros produtos seriam interessantes vender na sua empresa para fazer os clientes comprarem mais.

8 – Brindes

Quem não gosta de um brinde? Essa dica é para fidelizar o cliente, fazer ele se sentir especial e indicar a sua empresa para mais gente.

9 – Treine seus vendedores

Essa dica é uma das mais importantes na minha opinião. De nada adianta o cliente entrar na sua loja e ser mal atendido ou o cliente compra um item e o vendedor nem fez esforço em perguntar se o cliente desejaria mais alguma coisa. Então, faça treinamentos constantes para seus vendedores, invista nisso para ter resultados melhores na frente.

Então pessoal seria isso, espero que tenham gostado! Até.

Como calcular o preço de venda do seu produto?

como calcular preço de venda

A formação do preço de venda é certamente uma das tarefas mais importantes e mais complicada para todos empresários. Ainda mais que, para evitar prejuízos, é necessário que o empresário considere diversos fatores na hora de precificar um produto.

Por este motivo este artigo vai ajudar você no cálculo do preço de venda do seu produto.

Composição do Preço de Venda

A composição do preço de venda dos produtos para os clientes depende de alguns elementos, tais como: despesas fixas, custos variáveis, concorrência, entre outros.

Juntamente com os custos e despesas, temos que lembrar de definir o lucro que desejamos para nosso produto. Afinal, temos que garantir a lucratividade do negócio e poder crescer de forma sólida e saudável.

Antes de mais nada, é bom lembrar que a definição do preço de um produto dependerá de um equilíbrio entre o preço de mercado e o valor de venda calculado para o seu seu produto. No preço calculado existem diversos elementos necessários para precificar, como já citado. Vamos à alguns exemplos deles:

  • Despesas fixas: toda despesa relacionada à estrutura da sua empresa, por exemplo, às administrativas e comerciais – aluguel, energia elétrica, telefone, IPTU, contador, salários, encargos sobre salários (férias, 13º salário, FGTS, rescisões contratuais), entre outros.
  • Custos variáveis: todo custo relacionado à fabricação e compra de um produto – matéria prima, compra mercadoria de fornecedores, custos de produção, entre outros.

Além disso, temos ainda como custos variáveis o frete da mercadoria vendida, comissão dos vendedores e carga tributária. Este último, vai depender do sistema tributário em que a empresa está enquadrada e os tributos incidentes sobre o preço de venda do seu produto. Além disso, vale lembrar dos impostos que incidem sobre a compra de seus produtos, como a substituição tributária e o diferencial de alíquota.

O que é o Diferencial de Alíquota

O diferencial de alíquota de ICMS é uma tentativa de igualar condições na compra de produto com fornecedores de outros Estados do seu. Assim, se comprar mercadoria de outro Estado, você precisa recolher a diferença de alíquota praticado no Estado de origem e a praticada no seu Estado. Vamos a um exemplo rápido:

Supondo que sua empresa seja de Rio Grande do Sul (RS) e compre R$1.500,00 de mercadorias de um outro Estado, como por exemplo Santa Catarina (SC). Entre SC e RS a alíquota do ICMS é de 12% e no RS a alíquota dentro do Estado é de 18%. Contudo, esta diferença a ser recolhida de ICMS será de 6% sobre o custo do produto, ou seja, R$90,00 (R$1500,00 x 6%). Sendo assim, o custo total desta mercadoria será de R$1.590,00.

Agora que já entendemos o básico das despesas e custos envolvidos, vamos entender melhor cada um deles.

Como calcular as despesas fixas no preço do produto

Antes de mais nada, vamos entender o que é despesas fixas. As despesas fixas são gastos que acontecem independentemente de ocorrer ou não vendas na empresa. Em outras palavras, são gastos que se não existir nenhuma venda você terá essa despesa de igual forma. Assim, se você tem todas essas informações referente as despesas fixas será possível apurar as seguintes informações:

  • quanto esses gastos representam do valor das vendas;
  • quanto preciso vender para pagar as despesas fixas (ponto equilíbrio);
  • quanto considerar no preço de venda que contribua para pagar as despesas fixas.

Para considerar as despesas fixas no preço do produto primeiramente precisamos saber o quanto estas despesas representam sobre as vendas. Para chegar nesse percentual, o mais comum entre as micro e pequenas empresas é utilizar a base de volume de vendas.

Sendo assim, o cálculo é feito dividindo o total das despesas fixas da empresa pelo total de vendas do período. Conforme fórmula abaixo:

Total das Despesas Fixas ÷ Total das Vendas x 100.

O resultado indica o percentual (%) que as despesas fixas representam sobre as vendas.

IMPORTANTE: O ideal é fazer esse cálculo com o total de despesas fixas e o total de vendas do período de um ano. Dessa forma o resultado irá conter a média de 12 meses, levando em consideração todos os picos e baixas nas vendas.

Vamos ver um exemplo prático:

  • Valor total das Despesas Fixas (anual) = R$ 36.000,00
  • Valor total das Vendas (anual) = R$ 240.000,00
  • Despesas Fixas sobre as Vendas = (R$ 36.000,00 ÷ R$ 240.000,00) x 100
  • Despesas Fixas sobre as Vendas = 15 %

Esse resultado deverá ser considerado para a formação do preço de venda de seus produtos.

Como calcular os custos variáveis no preço do produto

São os valores gastos quando se realiza vendas dos produtos. Ou seja, a cada venda que é realizada, você deve identificar quais os custos que estão diretamente ligados a ela. Normalmente são considerados os impostos sobre a venda, bem como a comissão de vendedores e o próprio custo de compra do produto ou matéria prima.

Além do exemplo acima, em algumas empresas temos as taxas de cartões de crédito e débito que também devem ser consideradas. Assim, com todas essas informações referente aos custos variáveis em mãos, será possível:

  • estabelecer melhor os preços de vendas dos seus produtos;
  • conhecer melhor o valor total do custo de seus produtos;
  • maior precisão nos resultados das vendas;
  • mais segurança ao aplicar descontos e promoções.

Para calcular os custos variáveis no preço do seu produto, pense na seguinte situação: quando eu vender um produto, quais são os custos, taxas ou descontos que são descontados diretamente na minha venda. Vamos a um exemplo:

Digamos que se caso vendermos um produto por R$2.500,00, identifique os custos que devem ser pago:

  • Impostos sobre venda e/ou faturamento: = 4%
  • Comissão de Vendedores: 3 %
  • Taxa de cartão: 3,5%

Assim, teremos um total de 10,50% de custos variáveis, que são pagas quando a venda é realizada. Só para exemplificar: 

Despesas variáveis = R$262,50, ou seja, (10,50% de R$2.500,00)

Resumindo

Praticando estas etapas na sua empresa, você conseguirá ter os custos da empresa e os custos das mercadorias vendidas que podemos assim resumir:

  • + Valor de Custos das Mercadorias
  • + Despesas Fixas (% sobre as vendas)
  • + Custos Variáveis (% impostos, % comissões, taxa de cartão, etc.)
  • = Custo Total da Mercadoria

Agora vem a cereja do bolo: O nosso lucro.

Margem de lucro, como definir

Primeiramente você precisa saber as despesas fixas e os custos variáveis do seu produto, conforme já explicado aqui. Logo após, é possível definir a margem de lucro que sua empresa pretende obter. Lembrando, que a margem de lucro deve ser levada em conta o que o mercado está praticando. Em outras palavras, seu lucro tem que ser justo e competitivo, deve existir um equilíbrio entre o preço de venda do seu produto com o que o mercado está aplicando. 

Markup: o que é e como calcular

Definido todas as etapas anteriores, é hora de conhecermos um índice de comercialização. Uma fórmula matemática que considera algumas variáveis para gerar um índice para cálculo. Esse índice é chamado Markup e é utilizado para a formação do preço de venda dos produtos. A fórmula é:

100 / [100 – (% DF + % CV + % L)]

Onde:

  • 100 representa o preço unitário total de venda em percentual;
  • DF para Despesa Fixa;
  • CV para Custo Variável;
  • L para Margem de Lucro.

Um exemplo prático para usar essa fórmula pode ser uma micro e pequena empresa que é optante pelo Simples Nacional, com alíquota de 4% sobre o faturamento. Como despesas fixas, tais como: aluguel, salário, telefone, aluguel, entre outros, que totalizam 15% do faturamento da empresa.

De custos variáveis como: embalagens, imposto e o frete, representam 20% do custo do produto. Por fim, a margem de lucro que a empresa pretende é de 25%. Então a fórmula fica:

100 / [100 – (% DF + % CV + % L)]

100 / [100 – (15 + 20 + 25)]

100 / (100 – 60)

100 / 40

Markup = 2,50

Em resumo, o markup a ser aplicado para cálculo do preço de venda é 2,5. Por exemplo, temos o custo de um produto R$ 120,00, multiplicando pelo markup, o produto deve ser vendido por R$ 300,00. Dessa forma, o valor final cobre o custo de compra, as despesas fixas, custos variáveis e sobra 25% do lucro desejado.

Preço de Venda = 120,00 x 2,50 = 300,00

Vamos para mais um exemplo prático. Vamos considerar que seu produto ou serviço custa R$50,00, e que você tem os seguintes índices:

CV=10%, DF=10% e L=10%

Aos cálculos:

100 / [100 – (% DF + % CV + % L)]

100 / [100 – (10 + 10 + 10)]

100 / (100 – 30)

100 / 70

Markup = 1,4286

Assim, basta multiplicar o valor do markup pelo custo do produto ou serviço. Ou seja:

Preço de Venda = 50,00 x 1,4286 = 71,43

Consegui ajudar nos primeiros passos para formação do preço de venda de seus produtos? Deixe seu comentário.

A importância de gerenciar as contas a pagar

A importância de gerenciar as contas a pagar

Todo empresario indiferente do seu tamanho da empresa deve manter as contas a pagar organizadas em pastas, planilhas ou se possível em sistemas. 

Vejo muitos empresários que pensam que contas a pagar é apenas os boletos que estão para vencer. Porém, é muito além disso. É tudo que sai de dinheiro da minha empresa. Precisamos considerar todas as contas do mês, tais como: aluguel, água, energia elétrica, conta telefone e celular, os pagamento fornecedores, tributos e obrigações trabalhistas.

O segredo aqui é Organização. Não tem como ser  bem sucedido se não é organizado e não planeja suas ações com antecedência. Por isso falo da importância de gerenciar as contas a pagar.

Para isso, um bom controle financeiro ajuda e muito. E não pensa que preciso de um sistema ou software complexo para isso, pode começar com uma simples planilha de excel onde deve ter todos os pagamentos que precisam ser feitos, seus valores e as datas de vencimento.

Tem que acessar essa planilha diariamente. Sempre que um pagamento for realizado ou uma nova divida for gerada. Importante hein, registre imediatamente.

A medida que aumenta fluxo de informações aí sim pode ser que as planilhas não sejam suficientes e você precisa começar a pesquisar e buscar sistemas de gestão para ajudar nesse processo. Mas antes disso, nem recomendo. O importante aqui é você controlar e ter disciplina para isso. Não adianta pagar um sistema se não usar ele, não é mesmo?

Com todo esse controle em mãos, consigo saber com antecedência os pagamentos que devem ser realizados, consigo projetar se vou ter disponível dinheiro em caixa para pagar determinadas contas em alguns meses. Consigo fazer provisões do que virá pela frente. Isso tudo ajuda a planejar evitando que certos meses fiquem sem dinheiro devido a sazonalidade das vendas. 

Se tenho bastante dinheiro em caixa consigo fazer algumas análises tais como ver se vale a pena realizar alguma compra a vista para ganhar um bom desconto, isso claro, se o desconto concedido for mais interessante do que deixar meu dinheiro rendendo em alguma aplicação financeira. Tudo isso consigo fazer se tudo estiver organizado.

E sempre que possível verifique oportunidades de descontos de despesas que podem ocorrer, para sobrar mais dinheiro no final de cada mês.

5 Dicas Indispensáveis Para a Gestão de Empresas

dicas para gestão empresa

Abrir o próprio negócio no Brasil não é uma tarefa fácil. Mas mais difícil que abrir é mantê-lo operando. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 50% das empresas nacionais encerram suas atividades em apenas quatro anos. Diante desse valor, é importante que a gestão da empresa seja bem fundamentada e estruturada, para que tenha sucesso e não entre para essa estatística. Se você deseja abrir o seu negócio, veja as dicas indispensáveis para a gestão de empresas que preparamos para você.

1. Conheça os números para melhorar a gestão da empresa

Parece clichê, mas grande parte das empresas que encerram suas operações tinham uma gestão que não conhecia os dados da companhia. É essencial que o gestor saiba tudo sobre os números das movimentações, os custos mensais, margem de lucro.

Além disso, é recomendado conhecer não só os valores da empresa, mas do mercado. Saiba quanto gira o seu negócio no âmbito nacional e internacional e como atuam seus concorrentes e aplique isso nas metas e decisões que tomar.

2. Crie um bom planejamento estratégico

A base para a boa gestão de empresas é o planejamento estratégico. Nesse momento, vamos estudar o ambiente interno e externo, definir as metas e objetivos do negócio, os parâmetros de controle (como indicadores de desempenho), além, é claro, dos planos de ação.

Valores, missão e visão

Esses três elementos são um norte da empresa. Os valores determinam a postura ética da organização, enquanto a missão é o objetivo dela no mercado, o que ela se propõe a fazer.

Por último, a visão é o direcionamento do negócio, ou seja, o que ele pretende conquistar no longo prazo. Cada colaborador, ao entrar na empresa, tem conhecimento desses três elementos e deve se espelhar neles.

Avaliação do ambiente

Temos que realizar, ainda, a avaliação SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats), que, em português, pode ser interpretada como avaliação FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças). Por meio dessa ferramenta, é possível avaliar o cenário – ou análise de ambiente – sendo uma base para o planejamento estratégico.

3. Defina metas inteligentes para o negócio

Um ponto fundamental na gestão de empresas é a definição de metas para o negócio. O ideal é estabelecê-las com critérios objetivos. Para isso, devemos obedecer o padrão de metas SMART, uma sigla em inglês que representa: S (Specific), M (Measurable), A (Attainable), R (Relevant), T (Time Based). Traduzindo para o português, temos:

S – Específicas

Toda meta precisa ser específica, isto é, ser representada por meio de dados e números exatos para que sejam compreendidas. Simplesmente dizer que a meta de uma equipe é “Vender mais” não significa uma meta específica. Ela deixa aberturas para interpretações diferentes, tendo vários caminhos a seguir. Um bom exemplo de meta específica é: “Aumentar as vendas em 20% criando um blog da empresa com Marketing de Conteúdo”. Com essa meta, fica claro o objetivo da equipe e o método que deverá ser usado para alcançá-lo.

M – Mensuráveis

“O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado.” Assim diria Peter Drucker, uma das referências em Administração Moderna. Pensando dessa forma, nada adianta criar uma meta se ela não pode ser medida e avaliada. Após definir a especificidade da meta, defina o valor que deve ser atingido e quanto tempo deverá ser gasto para chegar no objetivo.

A – Atingíveis

Não adianta estabelecer uma meta que não pode ser atingida, seja pelo resultado ou pelo tempo. Se ela não pode ser alcançada, gerará na equipe um sentimento de frustração e desmotivação. Esteja certo que há meios para se alcançar o objetivo e que o tempo estimado para conclusão é suficiente.

R – Relevantes

É muito importante que as metas estejam adequadas aos valores, à missão e à visão do negócio, elementos estabelecidos no planejamento estratégico. Devem ser objetivos que façam a diferença, que gere vontade da equipe de alcançá-los.

T – Temporais

Como já falamos, todas as metas devem ser mensuradas, tendo um valor a ser atingido. Mas e se esse valor não for acompanhado de prazo? Imagine a seguinte meta: vender 1000 produtos na loja virtual. Como não há um prazo definido, essa meta pode ser alcançada em um mês ou em 10 anos! Por isso é importante definir o tempo de conclusão.

4. Estabeleça os indicadores-chave de desempenho

Tão importante quanto planejar os passos do seu negócio é acompanhar os resultados para ver se tudo está acontecendo de acordo com o previsto. Porém, a gestão tem que ser resiliente, conhecendo os imprevistos do mercado e se adaptando às circunstâncias.

A melhor forma para monitorar o seu negócio é definir os indicadores-chave de desempenho que serão acompanhados. Como cada empresa possui as suas peculiaridades e prioridades, não existe um padrão a ser seguido nesse sentido.

O mais importante é que você defina as suas metas e objetivos para saber exatamente o que vai acompanhar. Só assim pode definir o que deve ser priorizado e o que não é tão relevante assim.

5. Conte com as ferramentas de gestão

É extremamente importante a utilização de ferramentas de gestão para monitoramento do negócio. Nesse sentido, podemos dizer que é possível utilizar tanto as ferramentas tradicionais de monitoramento, quanto àquelas que permitem a automação do negócio. Vamos conferir cada uma delas logo abaixo.

Ferramentas tradicionais

Entre elas, podemos incluir o controle dos fluxos de caixa, fundamentais para o acompanhamento da movimentação de recursos operacionais do negócio. Temos também a análise SWOT, já avaliada por nós, a matriz BCG, usada para verificar o ciclo de vida de determinados produtos, além do Bechmarking, que é fundamental para identificar as tendências do mercado para atualização da gestão da empresa.

São inúmeras as ferramentas e todas elas são importantes para tornar a gestão do seu negócio ainda mais profissional.

Softwares de gestão de empresas

Softwares e sistemas de automação são indispensáveis para a melhoria da gestão. Atualmente, não existe negócio que não conte com esse tipo de solução. Desde negócios muito pequenos, como bancas de jornal, até as multinacionais, utilizam sistemas para tornar toda a rotina mais ágil.

O mais importante na hora de implementar os softwares de gestão no seu negócio é considerar quais são as necessidades da sua empresa. Afinal, cada setor possui suas características e peculiaridades. Por isso, você deve procurar por um fornecedor que ofereça soluções personalizadas.

Caixa no Vermelho? Aprenda a melhorar a gestão financeira do seu negócio

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Começa e termina o mês e é sempre aquele mesmo problema. Falta dinheiro em caixa,  você precisa pedalar o pagamento de fornecedores e não consegue nem imaginar como vai quitar os impostos. Talvez você passe por esta situação com frequência. Ou talvez conheça alguém que sente isso na pele. O certo é que, com algumas mudanças de hábito e controle é possível melhorar a gestão financeira da sua empresa e nunca mais ter este tipo de problema.

Realizar uma boa gestão e manter todas as contas organizadas e em dia não é exclusividade de grandes empresários ou de gênios da administração. Afinal, não é preciso muitos investimentos ou a contratação de alguém especializado no assunto. Mas é necessário, sim, empenho organização e disciplina. 

Isso porque um dos principais motivos para o fechamento de empresas no Brasil é a falta de capital ou lucro. Ou seja, melhorar a gestão financeira é uma maneira de evitar a falência de muitas negócios.

Por isso, é importante começar agora. Porque quanto mais tempo você demorar, mais difícil fica para organizar a casa e começar a ter resultados. Para te ajudar, preparamos este guia com algumas ações que você pode aplicar na sua empresa.

Dicas para melhorar a gestão financeira do seu negócio.

1- Siga o seu Planejamento Financeiro Empresarial

Primeiramente, o planejamento é essencial para o sucesso do empreendimento. E sendo um dos setores mais importantes de um negócio, o setor financeiro não pode ser deixado de lado. 

Com um bom planejamento financeiro, podemos projetar receitas e despesas, definir prioridades e termos maior segurança na hora de fazer algum investimento.

Neste artigo você aprende como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Mas de nada adianta criar um planejamento e não segui-lo. É importante fazer este planejamento no mínimo uma vez por ano e atualizá-lo sempre que possível. O mais importante é colocá-lo em prática e mensurar os resultados.

2- Cuidado com o Fluxo de Caixa

Quando falamos em gestão financeira, o fluxo de caixa deve ser o seu melhor amigo. É ele quem controla as entradas e saídas da sua empresa. Ou seja, é a partir dele que você pode avaliar a saúde financeira do seu negócio

Porém, isso só é possível se ele estiver com as informações atualizadas e completas. Portanto, para garantir que você faça uma análise assertiva, é preciso ser rigoroso no preenchimento dos dados.

Para ter um controle preciso, você pode criar uma planilha de controle diário para registrar TODAS as movimentações de recursos. Anote os pagamentos e recebimentos, os valores e a data. 

Depois, basta compilar os dados desta planilha de controle diário para o seu fluxo de caixa mensal. Dessa maneira você terá um entendimento muito maior sobre todas as suas despesas e receitas.

Neste link você pode baixar um kit de planilhas que pode auxiliar na gestão financeira do seu negócio.

3- Evitar gastos desnecessários auxilia a melhorar a gestão financeira da sua empresa

Quando você começa a controlar as contas da sua empresa começa a entender quais são as suas principais despesas. E começa a notar oportunidades para diminuir estes gastos.

Dificilmente você vai conseguir cortar suas maiores despesas sem ter impactos negativos na qualidade e produtividade. Portanto, em um primeiro momento, foque em diminuir pequenos gastos, como energia elétrica, água, telefone, entre outros. Garanto que eles fazem toda a diferença no final do mês.

Afinal, a redução de despesas impacta diretamente na sua lucratividade no final do mês.

4- Mantenha seus pagamentos em dia

Pagar os seus fornecedores em dia não só é uma boa maneira de manter uma boa relação – o que pode garantir melhores condições e prazos no futuro – como é uma maneira de evitar multas e, consequentemente, poupar dinheiro.

Por isso, é importante que você tenha um controle rigoroso de contas a pagar no seu negócio. Portanto, organize os seus pagamentos e garanta que todos sejam quitados dentro da data limite. 

Muitas, empresas, principalmente quando estão começando a melhorar a gestão financeira, podem ter problemas de caixa e não ter recursos no momento do vencimento das contas. Isso pode ser resolvido negociando melhores prazos com seus fornecedores e também implementando algumas dicas do nosso próximo item.

5- Cuidado com seu Capital de Giro

Garantir que você tenha recursos à disposição para pagar os seus fornecedores antes do vencimento é essencial para manter o seu negócio funcionando. Por isso, é importante você tomar alguns cuidados com o Capital de Giro do seu negócio.

Ele evita que você precise pedir um empréstimo para quitar as suas dívidas, ou caia no cheque especial, o que é um perigo para a saúde financeira do seu negócio e afetar a sua lucratividade.

Uma saída é buscar estratégias para reduzir o número de parcelas de recebimento de clientes e procurar aumentar o número de parcelas de pagamento de fornecedores, assim, quando você precisar pagar seus fornecedores, terá recursos em caixa.

6- Faça o Planejamento Tributário

Se sua empresa passa por dificuldades financeiras, talvez você possa estar pagando impostos desnecessários. Uma saída é fazer um planejamento tributário da sua empresa. 

Antes de mais nada, é importante que você tenha o auxílio de um profissional qualificado para te auxiliar a analisar os tributos que você paga atualmente e buscar formas para diminuir a carga tributária sobre o seu negócio.

Em alguns casos, a mudança de Regime Tributário pode ser vantajosa e trazer benefícios para o seu negócio.

7- Conte com um sistema de gestão para melhorar a gestão financeira do seu negócio

Um sistema de gestão empresarial é uma maneira eficiente de garantir o controle das finanças da sua empresa e encontrar oportunidades para otimizar este setor. É possível manter o controle sobre o seu Fluxo de Caixa, contas a pagar e receber, controle de cheques, caixa, comissões, emissão de boletos e muito mais.

Como separar as contas físicas das jurídicas. Entenda o porquê de começar esta prática agora mesmo.

De onde vem os recursos para o pagamento de salários, aluguel e outras despesas de sua empresa? E de onde vem o dinheiro para quitar a conta de luz/água da sua casa, compras do mês, escola dos filhos e outros gastos pessoais? Se as duas respostas apontam para a mesma fonte de renda então é hora de acender o sinal vermelho. Isso porque não separar as contas físicas das jurídicas é um erro que pode colocar em risco suas finanças.

Não separar as contas físicas das jurídicas pode resultar em diversas situações que causam problemas tanto para o crescimento do seu negócio, quanto para quitar as suas próprias despesas.

Neste post, você vai saber o porquê manter duas contas e como separar as contas físicas das jurídicas, garantindo recursos para quitar as dívidas e ainda investir no seu futuro pessoal e do seu negócio.

Por que separar as contas físicas das jurídicas?

Utilizar os recursos da empresa para as despesas pessoais é muito comum. Porém, é uma prática que deve ser evitada a todo custo. Isso porque você pode acabar perdendo o controle do fluxo de caixa e ter uma maior dificuldade de fazer um planejamento a longo prazo.

Além disso, em muitos casos o gestor pode ficar tentado a retirar uma porcentagem maior dos recursos. Por exemplo, vamos supor que em determinado mês, a empresa teve um lucro acima da média. Nesse caso, por quê não utilizar esse recurso que “sobrou” para, quem sabe, fazer uma viagem no final de semana? A tentação é grande, não é mesmo?

Mas o que poderia acontecer neste caso? Vamos supor que após um período sua empresa vendeu abaixo da média e fechou o mês no prejuízo. Como tapar este furo? Você vai comprometer a quitação de suas contas pessoais para isso? Vai entrar no cheque especial? Vai deixar estourar mais para frente? Percebeu a bola de neve que esta situação pode acabar se tornando?

Outro problema que você pode enfrentar diz respeito ao crescimento do seu negócio. Como saber o quanto você pode investir, se você não tem um controle claro sobre os gastos e despesas totais? Sem a separação das contas não é possível, por exemplo, saber o seu fluxo de caixa, qual o seu capital de giro ou se sua empresa teve lucro ou prejuízo.

Então que tal começar a controlar melhor as suas finanças?

Como separar as contas físicas das jurídicas?

Uma das principais barreiras para manter as contas em separado diz respeito à origem dos recursos. Muitos proprietários de empresa tendem a pensar que como são donos do negócio, todo o lucro gerado está a sua disposição para utilizar como bem entender.

Pois se você pensa dessa forma, está na hora de mudar. Como visto anteriormente, isso pode causar inúmeros problemas para sua empresa e para suas finanças pessoais. Mas como separar as contas físicas das jurídicas e conseguir equilibrar os recursos? Vamos ver a seguir.

1- Separe as despesas

Primeiramente, antes de mais nada, é preciso que você consiga separar as despesas pessoais das que dizem respeito à sua empresa. Às vezes, achamos que estamos apenas otimizando nosso tempo ao pagar, por exemplo, a conta de luz de casa, juntamente com a da empresa, porém, este é um erro que pode custar caro.

Por isso, é importante que você separe os dois tipos de despesa, colocando tudo no papel, ou em uma planilha. Assim, é possível controlar melhor os recursos necessários para quitar todas as contas e para que você tenha como realizar investimentos.

2- Crie contas correntes separadas

Por mais que você tenha total controle sobre entradas e saídas, é importante que você crie contas correntes separadas para pessoa física e jurídica. Assim, você garante uma maior organização da sua vida financeira profissional e pessoal.

Além disso, os bancos oferecem condições especiais para contas jurídicas, como melhores prazos para parcelamentos, concessões de crédito, entre outros.

3- Defina retiradas

Após conhecer suas despesas, é preciso definir o quanto você vai retirar do lucro da empresa por mês. Esse valor deve ser fixo, ou então baseado em porcentagem do faturamento. Conheça abaixo as alternativas para a retirada de recursos:

Pró-labore – Ele é diferente do salário, por não possuir regras obrigatórias quanto ao 13º salário, FGTS, férias, entre outras. Assim, todos estes benefícios trabalhistas são opcionais e acordados em contrato. Para calcular o valor ideal para o pró-labore leve em conta o quanto um funcionário deveria receber para exercer as funções que você exerce.

Dividendos – É a divisão do lucro mensal da empresa entre os sócios. Por exemplo, se sua empresa lucre R$ 60 mil no mês e você possua outros dois sócios, cada um irá receber R$ 20 mil.

Porém, é importante separar uma parte dos recursos para investimento na própria empresa. Portanto, é importante estabelecer um percentual para garantir o futuro da operação.

Salário – Mesmo sendo dono da empresa, é importante que você defina um valor para a retirada mensal. Assim, você terá um salário fixo e não irá retirar do caixa da empresa recursos desnecessários.

Espero ter te auxiliado a entender como separar as contas físicas das jurídicas. Quer entender mais sobre como melhorar o setor financeiro do seu negócio?

Então confira o eBook 10 dicas para fazer o seu planejamento financeiro empresarial.

Lucro ou prejuízo? Como a Demonstração de Resultado do Exercício ajuda a sua empresa

Administrar uma empresa sem utilizar dados concretos é o mesmo que tentar cruzar o Oceano Atlântico sem instrumentos de navegação. Pode até funcionar, mas as chances de atingir o objetivo são muito pequenas e dependem mais de sorte do que habilidade. Na área de gestão, estas bússolas recebem outros nomes, como fluxo de caixa, balancete e Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

Estes relatórios e ferramentas não apenas ajudam a controlar os recursos financeiros da nossa empresa, como também fornecem informações importantes. Se bem utilizados, podem ser ferramentas essenciais para a tomada de decisões estratégicas para o crescimento do negócio.

Hoje, vamos falar sobre a Demonstração de Resultado do Exercício e a sua importância. Também vamos explicar como montar a DRE. Vamos lá?

Afinal, o que é DRE?

A Demonstração do Resultado do Exercício é um relatório que apresenta o lucro ou prejuízo que sua empresa teve em um período. Ela serve tanto para fins fiscais, quanto administrativos, como forma de mensurar a saúde financeira do empreendimento.

Segundo a legislação, a DRE deve ser emitida anualmente pelo contador da empresa e compreende o período entre janeiro e dezembro. Os microempreendedores individuais (MEIs) não precisam emitir a Demonstração.

Porém, devido à relevância das informações apresentadas no documento, é fundamental que você faça sua emissão em períodos de tempo menores, acompanhando mensalmente ou no trimestre.

Isso porque ela apresenta dados importantes como custos e despesas operacionais, receitas, lucros ou prejuízos, entre outros. Assim, é possível responder questões como o quanto a empresa gastou com, por exemplo, aquisição de matéria prima e quanto de lucro no final do período.

Como montar uma DRE?

Seja para apresentar para sócios, ou para uma instituição financeira no momento de buscar um empréstimo, uma dúvida muito comum entre gestores é como montar um DRE. Apesar de variar de acordo com cada empresa, a estrutura básica da Demonstração de Resultado do Exercício é definido por lei e, portanto, deve ser respeitada. Vamos aos passos para a DRE.

  1. O primeiro passo para montar a DRE de sua empresa é encontrar a sua Receita Operacional Bruta. Ela é composta pela venda de produtos ou prestação de serviços. Em seguida é preciso deduzir devoluções, descontos, impostos, entre outros. Assim, você terá a Receita Operacional Líquida.
  2. Após, você deve deduzir o custos das vendas (ou da prestação de serviço). O resultado é o Lucro Bruto.
  3. O terceiro passo é subtrair as despesas operacionais (com vendas, administrativas, financeiras). Assim, você encontra o seu Lucro Operacional Líquido.
  4. Após, é preciso deduzir o Imposto de Renda e outras Contribuições Sociais. Assim, você tem o Resultado Líquido do Exercício.

Você pode conferir o modelo de estrutura da DRE abaixo:

Receita Bruta

(-) Deduções, descontos e impostos

(=) Receita Líquida

(-) custo da mercadoria

(=) Lucro Bruto

(-) despesas operacionais

(=) Lucro Operacional Líquido

(-) Imposto de Renda e Contribuição Social

(=) Resultado Líquido

Utilize um sistema para emissão da DRE

Apesar de ser possível calcular a Demonstração de Resultado do Exercício manualmente, o ideal é utilizar um sistema de gestão para emitir a DRE. Com o uso da tecnologia, você redus os erros e aumenta a segurança no processo de tomada de decisão. Assim, sua empresa terá um diferencial competitivo poderoso.

Solicite uma demontração do ERPsoft, e entenda como o sistema pode ajudar a gestão da sua empresa.

9 Segredos para Controlar a Gestão Financeira do seu Negócio

Segredos para Controlar a Gestão Financeira do seu Negócio

Manter impecável a gestão financeira de uma empresa não é uma tarefa fácil. Exige-se disciplina, organização e muita atenção. No entanto, como muitos empresários ainda não possuem funcionários suficientes para gerir o negócio, eles participam um pouco de todas as áreas da empresa, o que pode prejudicá-los bastante.

Afinal, além de tudo o que o trabalho em excesso provoca, eles não conseguem controlar tudo ao mesmo tempo. Para fazer uma boa gestão financeira é necessário pôr em prática alguns segredos, os quais auxiliam na organização e na direção das finanças.

Confira abaixo 9 segredos para te ajudar a melhor a gestão financeira do seu negócio:

1. Separe as suas despesas pessoais das despesas da empresa

Esse é um erro cometido até por empreendedores que estão há anos no mercado. Separar as despesas pessoais das empresariais é algo que deve ser feito desde o início do negócio. Então, se você ainda não o fez, comece agora.

Isso é importante porque, com o passar do tempo, a confusão entre as despesas pode prejudicar a saúde financeira da empresa e esconder o lucro. Isso acaba tornando o processo de investimento em novos projetos ou mercadorias ainda mais difícil.

Para evitar esse tipo de problema, além de outras confusões que podem ocorrer, o ideal é que você crie uma conta bancária em nome da empresa. Assim você esquiva-se do costume de confundir as contas. Com essa separação será possível analisar qual é o lucro real do seu negócio.

2. Crie um pró-labore

Após separar as suas despesas e as da empresa, agora é hora de definir um pró-labore para você. Isso é essencial para manter a organização e determinar qual é a lucratividade da empresa. Esse valor precisa ser fixo, como os salários dos demais funcionários. Caso contrário você vai prejudicar ainda mais a gestão financeira.

Ignorar a definição do pró-labore e realizar retiradas de forma esporádica — ou somente “quando dá” — gera uma grande bagunça na contabilidade. Especialmente quando você precisa determinar se o seu negócio tem sido rentável ou não.

3. Identifique e controle todas as despesas

Para ter uma gestão financeira eficiente é necessário identificar todas as despesas da empresa. Relacione quais são suas despesas fixas e variáveis, dê atenção aos prazos de vencimento e evite atrasos — principalmente em relação a empréstimos bancários, pois as taxas de juros são altíssimas e, se acumuladas, podem se tornar uma “bola de neve”.

O controle se faz necessário para você saber se os valores gastos na empresa estão dentro da normalidade. Caso contrário, você conseguirá identificar facilmente onde está o excesso e criar meios para solucionar o problema.

4. Faça a conciliação das vendas pelo cartão de crédito ou débito

Isso é muito importante, mas nem toda empresa faz. Conciliação do cartão significa que você precisa conciliar todas as vendas realizadas no cartão de crédito ou débito com o controle de vendas da sua empresa.

Esse procedimento é essencial para evitar confusões no controle de recebíveis que você precisou antecipar ou equívocos em relação às cobranças de taxas das diferentes bandeiras de cartões e com vendas efetuadas pelo cartão que não foram registradas no seu controle.

5. Controle o fluxo de caixa diariamente

Realizar um acompanhamento diário do seu fluxo de caixa é indispensável. Ao final do expediente, você precisa analisar tudo o que você recebeu e tudo o que você pagou ou comprou. Essa é uma das melhores maneiras de controlar a gestão financeira do seu negócio.

Com esse controle você pode otimizar os ganhos da sua empresa criando estratégias para diminuir os gastos e aumentar os seus lucros. Além disso, as chances de erros diminuem a cada dia, pois ao realizar o fechamento do seu caixa você conseguirá identificar possíveis erros que podem afetar a sua empresa futuramente.

Confira também: 10 práticas de controle financeiro para o varejo.

6. Elimine os gastos desnecessários

Nesse momento você precisa analisar tudo o que pode ser cortado das despesas da empresa. Caso eles não possam ser eliminados definitivamente, tente, ao menos, diminuí-los. Verifique tudo aquilo que não possui tanta utilidade, depois sente-se com os seus colaboradores e faça com que eles também indiquem os gastos que podem ser suprimidos.

Apure se aqueles itens que são essenciais podem ser substituídos por outros de valor menor. Com pequenas atitudes você conseguirá diminuir seus gastos e aplicar esse dinheiro em algo mais relevante para o negócio.

7. Reserve um valor para resolver imprevistos

Imprevistos acontecem e você deve levá-los em consideração. Em meio à crise econômica, um dinheiro reservado pode te salvar de situações de riscos. Não há como prever se um computador vai parar de funcionar, se alguma lâmpada do estabelecimento vai precisar de reparos ou, na pior das hipóteses, se um assalto vai acontecer.

O importante é você não esteja à mercê de incidentes que prejudiquem o seu negócio. Por isso, crie uma reserva e não mexa nela a menos que seja necessário.

8. Renegocie suas dívidas

Se, porventura, a sua empresa ainda possui algumas dívidas, não deixe que elas se acumulem e procure o seu credor o mais rápido possível. Apresente propostas de pagamento, converse e procure a melhor solução para o seu problema.

Estabeleça prioridades e evite adquirir novas dívidas — como um empréstimo, por exemplo. Antes de assinar qualquer contrato com fornecedores, bancos ou alguma empresa prestadora de serviços, analise bem suas taxas, prazos e condições de pagamento.

9. Adquira um software de gestão

Realizar o controle da gestão financeira manualmente não é uma boa ideia. Você fica sujeito a erros e a análise das finanças se torna muito complexa — além de gerar falhas na exatidão dos dados.

Com um software de gestão você facilita o seu trabalho, pois ele pode emitir NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), controlar seu estoque e separar as contas a pagar e a receber. Ademais, ele também fornece relatórios precisos, facilitando bastante a sua gestão.

A gestão financeira é a base da empresa e, se ela não estiver adequada, todos os outros setores vão ser afetados. Por isso, é importante que você siga todas as nossas dicas para proporcionar à sua empresa uma gestão financeira de qualidade, livre de erros e prejuízos.

Gostou das dicas? Quer saber mais sobre gestão financeira? 

Baixe o ebook: 5 segredos sobre a estratégia de lucro empresarial.

Margem de Contribuição – Como ter resultados confiáveis em sua empresa

Margem de contribuição é valor que sobra para a sua empresa após a venda de um produto para o pagamento dos custos fixos da empresa. Ou seja, é um indicador diretamente ligado ao retorno financeiro de sua empresa e não deve ser descartado.

Embora importante e de conceituação simples, muitos empreendedores não sabem como calcular a margem de contribuição, o que acaba trazendo diversos problemas. Isso porque o indicador serve como base para a precificação e também para entender se a empresa está obtendo lucro ou prejuízo.

A margem de contribuição é um importante fator que deve ser levado em conta na hora de calcular o preço de venda de um produto ou serviço. Mas como fazer o cálculo da margem de contribuição e utilizá-lo no dia-a-dia? É o que vamos descobrir neste texto. Acompanhe:

A importância da Margem de Contribuição

Para demonstrar a importância da margem de contribuição, vamos pegar como exemplo a empresa da Maria. Maria possui uma pequena fábrica de tecidos no interior do Rio Grande do Sul. A sua empresa compra a matéria-prima, industrializa e vende o produto pronto.

Mas, certo dia, o preço da matéria-prima aumentou. Ela porém, não repassou este valor ao seus clientes por acreditar que isso impactaria negativamente nas vendas. No mês, ela teve um acréscimo de vendas, porém, começou a ter prejuízos e uma quebra em seu fluxo de caixa. Porque isso?

A resposta é simples. Maria não levou em conta que o valor obtido pela venda dos tecidos não era suficiente para o pagamento dos custos e despesas fixas do mês. Ou seja, não calculou a margem de contribuição.

Além de determinar qual a lucratividade que cada tipo de produto terá para sua empresa, o cálculo de contribuição tem outras vantagens. Por exemplo, você pode tomar decisões importantes como aumentar o preço, cortar custos, buscar produzir mais determinado produto que tem margem maior, oferecer (ou cortar) descontos, criar promoções, entre outras ações.

Confira também: eBook Como calcular o preço de venda

Como calcular a Margem de Contribuição?

O primeiro passo para calcularmos a margem de contribuição é conhecermos quais são os custos variáveis envolvidos para que cada produto seja produzido (ou adquirido, no caso do comércio) e cada venda seja realizada. Aqui podemos contabilizar o preço da matéria-prima, embalagem, frete, impostos, comissões entre outros.

Para calcular a margem de contribuição, basta diminuirmos o valor total obtido pelas vendas e os custos variáveis. Assim, a fórmula é:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – Custos Variáveis

Fácil? Vamos a um exemplo prático para facilitar ainda mais o entendimento. Por isso vamos voltar ao caso da Maria. Vamos supor que para cada metro de tecido ela utilize 10 metros de linha.

  • Preço de venda do metro do tecido – R$ 20
  • Foi feito um pedido de 50 metros
  • O do metro de linha é R$ 1,50
  • O imposto de comercialização é de 5%
  • A comissão do vendedor é de 3%

Dessa forma, vamos para o cálculo:

Receita 50m x R$ 20,00 = R$ 1.000,00

Custos de matéria prima = 50m x 10m x R$ 1,50 = R$ 750,00

Custos com impostos = R$ 1.000,00 x 5% = R$ 50,00

Custos de comissão = R$ 1.000,00 x 3% = R$ 30,00

Custos Variáveis de venda = 50,00 + R$ 30,00 = R$ 80,00

Margem de Contribuição = R$ 1.000 – (R$ 750,00 + R$ 80,00) = R$1.000 – R$ 830 = R$ 170

Ou seja, deste pedido Maria teve como resultado uma margem de contribuição de R$170,00.

Margem de contribuição não é lucro

Este valor não representa o quanto de lucro a empresa teve, mas sim o quanto sobrou para o pagamento da despesa fixa, como salários, aluguel, contas de luz, etc.. Ou seja, o cálculo de contribuição é uma forma de conhecermos o volume de venda necessário para cobrir todas as nossas despesas e obtermos o lucro desejado, o famoso ponto de equilíbrio.

Margem de contribuição e Ponto de equilíbrio

Conhecendo a margem de contribuição de cada produto vendido, podemos calcular o Ponto de Equilíbrio de nossa empresa. Ou seja, quantas unidades precisamos comercializar para cobrir os nossos custos fixos.

A partir que esta “meta de vendas” é batida, qualquer nova comercialização representa lucro para sua empresa. Para calcular o ponto de equilíbrio, basta dividir o custo fixo e a margem de contribuição.

 Ponto de equilíbrio = Custo Fixo/ Contribuição Unitária

Espero que tenha te auxiliado a entender um pouco sobre o que é e como calcular a margem de contribuição. Alguma dúvida? Deixe um comentário abaixo.