2 Dicas para Reduzir o Custo de Produto

Dicas para Reduzir o Custo de Produto

Sempre me pedem é sobre custo de produto. Tenho duas dicas fundamentais para que você tenha cuidado e preste atenção.

1) Preço de compra é diferente de custo do produto

Uma coisa é o preço que está na nota fiscal quando você adquire um produto, outra coisa é saber o que tem de custo envolvido dentro deste preço de compra, o que formaria o custo total do produto. Vamos a um exemplo: eu compro uma caneca a R$10,00 esse é preço que meu fornecedor me fez, agora junto com isso eu tenho que pagar frete, diferencial de alíquota (se comprar de outro estado), etc. Então esse cuidado que temos que ter, pois isso pode diferenciar muito de uma compra ou outra e o mais importante é sempre converse com seu contador para saber e entender esses custos “escondidos” que possam ter.

2) Gestão financeira

Algumas empresas não entendem o motivo de seu concorrente conseguir fazer um preço muito melhor sabendo que compram do mesmo fornecedor. E a resposta para isso é: um tem melhor gestão financeira. Isso mesmo. Quando você tem uma excelente gestão financeira você conhece seus custos e despesas melhor que ninguém e consegue manter uma estrutura da empres enxuta o que faz ter menos gastos que outras empresas. Assim, consegue oferecer produtos com preços mais atrativos, uma vez que não tem tantas despesas no final do mês para pagar.

A importância de gerenciar as contas a pagar

A importância de gerenciar as contas a pagar

Todo empresario indiferente do seu tamanho da empresa deve manter as contas a pagar organizadas em pastas, planilhas ou se possível em sistemas. 

Vejo muitos empresários que pensam que contas a pagar é apenas os boletos que estão para vencer. Porém, é muito além disso. É tudo que sai de dinheiro da minha empresa. Precisamos considerar todas as contas do mês, tais como: aluguel, água, energia elétrica, conta telefone e celular, os pagamento fornecedores, tributos e obrigações trabalhistas.

O segredo aqui é Organização. Não tem como ser  bem sucedido se não é organizado e não planeja suas ações com antecedência. Por isso falo da importância de gerenciar as contas a pagar.

Para isso, um bom controle financeiro ajuda e muito. E não pensa que preciso de um sistema ou software complexo para isso, pode começar com uma simples planilha de excel onde deve ter todos os pagamentos que precisam ser feitos, seus valores e as datas de vencimento.

Tem que acessar essa planilha diariamente. Sempre que um pagamento for realizado ou uma nova divida for gerada. Importante hein, registre imediatamente.

A medida que aumenta fluxo de informações aí sim pode ser que as planilhas não sejam suficientes e você precisa começar a pesquisar e buscar sistemas de gestão para ajudar nesse processo. Mas antes disso, nem recomendo. O importante aqui é você controlar e ter disciplina para isso. Não adianta pagar um sistema se não usar ele, não é mesmo?

Com todo esse controle em mãos, consigo saber com antecedência os pagamentos que devem ser realizados, consigo projetar se vou ter disponível dinheiro em caixa para pagar determinadas contas em alguns meses. Consigo fazer provisões do que virá pela frente. Isso tudo ajuda a planejar evitando que certos meses fiquem sem dinheiro devido a sazonalidade das vendas. 

Se tenho bastante dinheiro em caixa consigo fazer algumas análises tais como ver se vale a pena realizar alguma compra a vista para ganhar um bom desconto, isso claro, se o desconto concedido for mais interessante do que deixar meu dinheiro rendendo em alguma aplicação financeira. Tudo isso consigo fazer se tudo estiver organizado.

E sempre que possível verifique oportunidades de descontos de despesas que podem ocorrer, para sobrar mais dinheiro no final de cada mês.

Caixa no Vermelho? Aprenda a melhorar a gestão financeira do seu negócio

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Começa e termina o mês e é sempre aquele mesmo problema. Falta dinheiro em caixa,  você precisa pedalar o pagamento de fornecedores e não consegue nem imaginar como vai quitar os impostos. Talvez você passe por esta situação com frequência. Ou talvez conheça alguém que sente isso na pele. O certo é que, com algumas mudanças de hábito e controle é possível melhorar a gestão financeira da sua empresa e nunca mais ter este tipo de problema.

Realizar uma boa gestão e manter todas as contas organizadas e em dia não é exclusividade de grandes empresários ou de gênios da administração. Afinal, não é preciso muitos investimentos ou a contratação de alguém especializado no assunto. Mas é necessário, sim, empenho organização e disciplina. 

Isso porque um dos principais motivos para o fechamento de empresas no Brasil é a falta de capital ou lucro. Ou seja, melhorar a gestão financeira é uma maneira de evitar a falência de muitas negócios.

Por isso, é importante começar agora. Porque quanto mais tempo você demorar, mais difícil fica para organizar a casa e começar a ter resultados. Para te ajudar, preparamos este guia com algumas ações que você pode aplicar na sua empresa.

Dicas para melhorar a gestão financeira do seu negócio.

1- Siga o seu Planejamento Financeiro Empresarial

Primeiramente, o planejamento é essencial para o sucesso do empreendimento. E sendo um dos setores mais importantes de um negócio, o setor financeiro não pode ser deixado de lado. 

Com um bom planejamento financeiro, podemos projetar receitas e despesas, definir prioridades e termos maior segurança na hora de fazer algum investimento.

Neste artigo você aprende como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Mas de nada adianta criar um planejamento e não segui-lo. É importante fazer este planejamento no mínimo uma vez por ano e atualizá-lo sempre que possível. O mais importante é colocá-lo em prática e mensurar os resultados.

2- Cuidado com o Fluxo de Caixa

Quando falamos em gestão financeira, o fluxo de caixa deve ser o seu melhor amigo. É ele quem controla as entradas e saídas da sua empresa. Ou seja, é a partir dele que você pode avaliar a saúde financeira do seu negócio

Porém, isso só é possível se ele estiver com as informações atualizadas e completas. Portanto, para garantir que você faça uma análise assertiva, é preciso ser rigoroso no preenchimento dos dados.

Para ter um controle preciso, você pode criar uma planilha de controle diário para registrar TODAS as movimentações de recursos. Anote os pagamentos e recebimentos, os valores e a data. 

Depois, basta compilar os dados desta planilha de controle diário para o seu fluxo de caixa mensal. Dessa maneira você terá um entendimento muito maior sobre todas as suas despesas e receitas.

Neste link você pode baixar um kit de planilhas que pode auxiliar na gestão financeira do seu negócio.

3- Evitar gastos desnecessários auxilia a melhorar a gestão financeira da sua empresa

Quando você começa a controlar as contas da sua empresa começa a entender quais são as suas principais despesas. E começa a notar oportunidades para diminuir estes gastos.

Dificilmente você vai conseguir cortar suas maiores despesas sem ter impactos negativos na qualidade e produtividade. Portanto, em um primeiro momento, foque em diminuir pequenos gastos, como energia elétrica, água, telefone, entre outros. Garanto que eles fazem toda a diferença no final do mês.

Afinal, a redução de despesas impacta diretamente na sua lucratividade no final do mês.

4- Mantenha seus pagamentos em dia

Pagar os seus fornecedores em dia não só é uma boa maneira de manter uma boa relação – o que pode garantir melhores condições e prazos no futuro – como é uma maneira de evitar multas e, consequentemente, poupar dinheiro.

Por isso, é importante que você tenha um controle rigoroso de contas a pagar no seu negócio. Portanto, organize os seus pagamentos e garanta que todos sejam quitados dentro da data limite. 

Muitas, empresas, principalmente quando estão começando a melhorar a gestão financeira, podem ter problemas de caixa e não ter recursos no momento do vencimento das contas. Isso pode ser resolvido negociando melhores prazos com seus fornecedores e também implementando algumas dicas do nosso próximo item.

5- Cuidado com seu Capital de Giro

Garantir que você tenha recursos à disposição para pagar os seus fornecedores antes do vencimento é essencial para manter o seu negócio funcionando. Por isso, é importante você tomar alguns cuidados com o Capital de Giro do seu negócio.

Ele evita que você precise pedir um empréstimo para quitar as suas dívidas, ou caia no cheque especial, o que é um perigo para a saúde financeira do seu negócio e afetar a sua lucratividade.

Uma saída é buscar estratégias para reduzir o número de parcelas de recebimento de clientes e procurar aumentar o número de parcelas de pagamento de fornecedores, assim, quando você precisar pagar seus fornecedores, terá recursos em caixa.

6- Faça o Planejamento Tributário

Se sua empresa passa por dificuldades financeiras, talvez você possa estar pagando impostos desnecessários. Uma saída é fazer um planejamento tributário da sua empresa. 

Antes de mais nada, é importante que você tenha o auxílio de um profissional qualificado para te auxiliar a analisar os tributos que você paga atualmente e buscar formas para diminuir a carga tributária sobre o seu negócio.

Em alguns casos, a mudança de Regime Tributário pode ser vantajosa e trazer benefícios para o seu negócio.

7- Conte com um sistema de gestão para melhorar a gestão financeira do seu negócio

Um sistema de gestão empresarial é uma maneira eficiente de garantir o controle das finanças da sua empresa e encontrar oportunidades para otimizar este setor. É possível manter o controle sobre o seu Fluxo de Caixa, contas a pagar e receber, controle de cheques, caixa, comissões, emissão de boletos e muito mais.

Como separar as contas físicas das jurídicas. Entenda o porquê de começar esta prática agora mesmo.

De onde vem os recursos para o pagamento de salários, aluguel e outras despesas de sua empresa? E de onde vem o dinheiro para quitar a conta de luz/água da sua casa, compras do mês, escola dos filhos e outros gastos pessoais? Se as duas respostas apontam para a mesma fonte de renda então é hora de acender o sinal vermelho. Isso porque não separar as contas físicas das jurídicas é um erro que pode colocar em risco suas finanças.

Não separar as contas físicas das jurídicas pode resultar em diversas situações que causam problemas tanto para o crescimento do seu negócio, quanto para quitar as suas próprias despesas.

Neste post, você vai saber o porquê manter duas contas e como separar as contas físicas das jurídicas, garantindo recursos para quitar as dívidas e ainda investir no seu futuro pessoal e do seu negócio.

Por que separar as contas físicas das jurídicas?

Utilizar os recursos da empresa para as despesas pessoais é muito comum. Porém, é uma prática que deve ser evitada a todo custo. Isso porque você pode acabar perdendo o controle do fluxo de caixa e ter uma maior dificuldade de fazer um planejamento a longo prazo.

Além disso, em muitos casos o gestor pode ficar tentado a retirar uma porcentagem maior dos recursos. Por exemplo, vamos supor que em determinado mês, a empresa teve um lucro acima da média. Nesse caso, por quê não utilizar esse recurso que “sobrou” para, quem sabe, fazer uma viagem no final de semana? A tentação é grande, não é mesmo?

Mas o que poderia acontecer neste caso? Vamos supor que após um período sua empresa vendeu abaixo da média e fechou o mês no prejuízo. Como tapar este furo? Você vai comprometer a quitação de suas contas pessoais para isso? Vai entrar no cheque especial? Vai deixar estourar mais para frente? Percebeu a bola de neve que esta situação pode acabar se tornando?

Outro problema que você pode enfrentar diz respeito ao crescimento do seu negócio. Como saber o quanto você pode investir, se você não tem um controle claro sobre os gastos e despesas totais? Sem a separação das contas não é possível, por exemplo, saber o seu fluxo de caixa, qual o seu capital de giro ou se sua empresa teve lucro ou prejuízo.

Então que tal começar a controlar melhor as suas finanças?

Como separar as contas físicas das jurídicas?

Uma das principais barreiras para manter as contas em separado diz respeito à origem dos recursos. Muitos proprietários de empresa tendem a pensar que como são donos do negócio, todo o lucro gerado está a sua disposição para utilizar como bem entender.

Pois se você pensa dessa forma, está na hora de mudar. Como visto anteriormente, isso pode causar inúmeros problemas para sua empresa e para suas finanças pessoais. Mas como separar as contas físicas das jurídicas e conseguir equilibrar os recursos? Vamos ver a seguir.

1- Separe as despesas

Primeiramente, antes de mais nada, é preciso que você consiga separar as despesas pessoais das que dizem respeito à sua empresa. Às vezes, achamos que estamos apenas otimizando nosso tempo ao pagar, por exemplo, a conta de luz de casa, juntamente com a da empresa, porém, este é um erro que pode custar caro.

Por isso, é importante que você separe os dois tipos de despesa, colocando tudo no papel, ou em uma planilha. Assim, é possível controlar melhor os recursos necessários para quitar todas as contas e para que você tenha como realizar investimentos.

2- Crie contas correntes separadas

Por mais que você tenha total controle sobre entradas e saídas, é importante que você crie contas correntes separadas para pessoa física e jurídica. Assim, você garante uma maior organização da sua vida financeira profissional e pessoal.

Além disso, os bancos oferecem condições especiais para contas jurídicas, como melhores prazos para parcelamentos, concessões de crédito, entre outros.

3- Defina retiradas

Após conhecer suas despesas, é preciso definir o quanto você vai retirar do lucro da empresa por mês. Esse valor deve ser fixo, ou então baseado em porcentagem do faturamento. Conheça abaixo as alternativas para a retirada de recursos:

Pró-labore – Ele é diferente do salário, por não possuir regras obrigatórias quanto ao 13º salário, FGTS, férias, entre outras. Assim, todos estes benefícios trabalhistas são opcionais e acordados em contrato. Para calcular o valor ideal para o pró-labore leve em conta o quanto um funcionário deveria receber para exercer as funções que você exerce.

Dividendos – É a divisão do lucro mensal da empresa entre os sócios. Por exemplo, se sua empresa lucre R$ 60 mil no mês e você possua outros dois sócios, cada um irá receber R$ 20 mil.

Porém, é importante separar uma parte dos recursos para investimento na própria empresa. Portanto, é importante estabelecer um percentual para garantir o futuro da operação.

Salário – Mesmo sendo dono da empresa, é importante que você defina um valor para a retirada mensal. Assim, você terá um salário fixo e não irá retirar do caixa da empresa recursos desnecessários.

Espero ter te auxiliado a entender como separar as contas físicas das jurídicas. Quer entender mais sobre como melhorar o setor financeiro do seu negócio?

Então confira o eBook 10 dicas para fazer o seu planejamento financeiro empresarial.